quarta-feira, 2 de março de 2011

Eles também (en)cantam!

As divas da música pop mundial  são e estão cada vez mais extravagantes, performáticas e polêmicas. Elas tem condensado diversos elementos artísticos a sua música, fazendo cada vez mais trabalhos complexos em conteúdo e espetáculo. Rihanna, Kylie Minogue e a freak Lady GaGa são cantoras quem tem feito trabalhos mais complexos e baseados em referências que não só a música: derivam da arte moderna (até mesmo artes clássicas), literatura, design e efeitos visuais conceitos que complementam suas músicas e apresentações.

Mas e os homens? Sim claro eles estão a produzir! Mas diferentemente das meninas, os garotos estão seguindo uma filosofia onde o menos é mais e tem feito trabalhos musicais muito consitentes, se não, tão espetaculares quanto os das mulheres. Cantores pop como Cee Lo Green , Bruno MarsKanye West tem seguido por uma vertente retrô, de fotografia e sonoridade oitentista, uma tendência pra muitos artistas. Mas, fora do circuito comercial, existem trabalhos ainda mais profundos, de estética apurada e de veêmente expressão artística:


A dupla inglesa Hurts que em seu albúm de estréia, Happiness, apresenta uma música séria, de letras e melodias aparentemente de dor e sofrimento afetivo-amoroso, mas, definitivamente, voltada a um público adulto. Em tons de cinza, entre o branco e preto, esta dupla tem mostrado um eletro pop de referências que vão além das décadas anteriores, que lembram muito as baladas românticas e a sonoridade limpa de U2The Police e Tears For Fears.

Mas além das referências estéticas e músicais que se pode fazer a dupla Hurts,  e, a frente das mesmas, essa dupla destaca-se na sobriedade sonora de seu albúm de estréia e na base musical de sintetizadores que utilizam, uma tendência musical pós moderna, e que pode ser conferido nos dois primeiros singles Wonderful Life e Stay:

                                                                         Stay, Happiness, Hurts, 2010

Ainda nesta tendência musical clean dos artistas masculinos, outro britânico apresenta uma música da temática afetiva com uma sonoridade R&B, que mistura pop, rock  e hip-hop mas de base musical de metais: Plan B e o albúm The Defamation of Strickland Banks, o segundo albúm do artista que segue também uma estética músical de sobriedade, e até mesmo de temática improvável, o que pode ser conferido na trilogia cinematográfica dos três primeiros singles She Said, The Recluse, e Prayin'.


Por fim, o Kings Of Leon faz renascer o mais clássico do Rock. Sem seguir a tendência pop do albúm anterior Only By The Night, os KOL trazem um albúm com ares de nostalgia, quase que parado no tempo, mas totalmente atual: Come Around Sundown é rock sem qualquer outro artifício, guitarras, baixo, bateria e vocal rasgado (o que mostra que o Rock ainda é possível!). Os dois primeiros singles Radioactive e Pyro são despretensiosos, como todo o albúm da banda é, mas a melodia é envolvente: o cd inteiro é intimista, os ouvintes podem ter a experiência de terem os caras tocando no quintal de casa, misturando Country e Jazz, num Rock clássico e sem pretensão de ser mais do que é. Um Rock autêntico e verdadeiro. De verdade.