Com a velocidade de transmissão de informações entre as pessoas, as músicas em especial sofreram um efeito de "aceleramento", ou seja, o B.P.M. das músicas se adequou a realidade da velocidade de comunicação. Basta recordar-se dos hits das décadas de 70 e 80, em especial, as baladas que faziam sucesso dentro das discotecas pelo mundo. Claro que baladas, as românticas em maioria, ainda tem seu espaço garantido, mas dentro do lugar comum de encontro que as discotecas proporcionam, mesmo as baladas românticas sofreram modificações para se adequarem a um novo paradigma morfológico da música pop atual.
Vários artistas pop tem em sua música essa expressão diferenciada da música pop atual, mas uma em especial aparenta juntar em si mesma estas informações complexas das transformações musicais de 30, 40 anos de mudança e sintetizar uma música que representa categoricamente o que eu digo: Robyn Konichiwa.
Essa cantora suéca começa a ganhar um público ainda mais extenso pelo mundo, e, com mais de 15 anos de carreira, a Konichiwa Bitch apresenta um trabalho que concentra muitos conceitos das mudanças da música pop atual, junto do diferencial de proporcionar uma experência de nostalgia e encantamento de seus ouvintes.
O single que fez ela despontar no mercado musical norte americano e consequentemente o mundo foi With every heartbeat, que tocou nas rádios, e principalmente nas discotecas pelo mundo. Robyn sintetiza em sua música a sonoridade das baladas de grandes divas da década de 70, agressividade e tonalidade musical e a estética da cor da década de 80, o swing e os ares de ícone pop da década de 90, e, a base musical eletrônica consolidada nos anos 2000.
Robyn faz uma música dançante, com letras adultas, de conteúdo afetivo-sexual, que leva em conta os fenômenos relacionais da atualidade, sem levantar bandeiras ou partidarismo. É uma música que pode ser ouvida tanto numa boate gay quando hétero. Acima de tudo é uma música que não fica refém da superficialidade e velociadade do pop. É uma música de referência sofisticada que toca as pessoas, dura no tempo.
Mas não é somente Robyn que assume essa nova face da música pop atual. Além de outras cantoras conhecidas da grande maioria, existem outros que tem feito diferencial neste estilo musical, mesmo que não tenham atingindo uma grande parcela social, mas não deixam de ser representantes do fenômeno e-music no pop: Kelis com seu Flesh Tone, La Roux e no início da década de 2000 os franceses do Daft Punk com seu Discovery.
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Sem dúvidas estes artistas se destacam do pop comercial rotativo e superficial e se consolidam como artistas de diferencial, que representam uma parte marcante da música pop da atualidade. Junto deles novos artistas tem entrado por esta vertente da e-music tendo seus trabalhos divulgados principalmente pela rede, como Fenech Soler, The Naked and Famous e a sonoridade eletro pop de boas impressões do Miami Horror, uma música feliz que vale a pena conhecer, então, divirta-se!

robyn realmente é uma coisa... adoro!
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